CAMINHOS DA VIDA, tem como objetivo registrar alguns dos artigos escritos por AIDA LUZ — militante do Racionalismo Cristão, Filial Seixal, Portugal — que com sua perspicácia, disciplina, determinação e, principalmente, sua sensibilidade aflorada tem sabido utilizar-se da pena para escrever artigos com valorosos ensinamentos, incentivando e elevando todos aqueles que buscam o crescimento espiritual.

ENCONTROS DA VIDA

Saber esperar é uma virtude! E esperar, procurando manter uma forma jovem e alegre de comunicar, é uma arte!
 
 Os anos passam e quando damos por ela, já estamos na terceira idade.

Contudo, se até lá tivermos dificuldades em encontrar aquela ou aquele companheiro com quem sonhámos, não percamos a esperança, pois, um belo dia, podemos nos defrontar com a pessoa que sempre esperámos encontrar, e. nossa vida poderá seguir um novo rumo.
 
Todas as Estações da Vida são belas e o Outono poderá trazer consigo, o perfume da rosa que esperava o momento certo de abrir!
 
A imobilidade do físico não constitui obstáculo para quem zela por ter o espirito aberto à admiração da beleza.
 
E como é belo e gratificante àquele que está limitado, poder admirar uma jovem bailarina executando um livre e lindo passo de ballet.
 
O trabalho do dia a dia pode ser desgastante, obrigando a utilizar transportes os mais diversos, em horas de mais ou menos movimento, entre pessoas de comportamentos diversos, por vezes até muito desagradáveis, e, o homem tem que saber estar no trânsito da melhor forma possível.
 Começas então a perdê-la  a partir do próximo momento,
É, pois, aconselhável manter o pensamento abstraído do que o rodeia, focado nos seus próprios pensamentos, de preferência bons, de forma a manter-se saudável até chegar ao seu destino.
 
Manter o pensamento elevado às alturas, ajuda a passar o tempo e a manter uma boa disposição.

Feliz daquele que chega à Terceira idade, a qual consideramos o “Inverno” da vida. É sinal de que viveu uma encarnação completa, tendo tido possibilidades de adquirir experiências e conhecimentos, enriquecendo assim seu património, principalmente quando tiver sido o espiritual, que é aquele que o acompanhará quando tiver que partir deste mundo terra e que jamais perderá.
 
Se comprova nas horas amargas em que está em sofrimento.Trabalhar, criar família, responder sempre presente perante as chamadas da vida, faz o Homem sereno, dando-lhe o sabor do dever cumprido. É nessa altura que mais se sentirá feliz e poderá sentar-se meditando e recordando os bons momentos passados.
 
Isso lhe transmitirá calor e lhe dará coragem para partir naquela “viagem” que todos temos de fazer. A paz estará com ele.
 
Passam os anos e com eles as pessoas se modificam.
 
As fotos ficam para a posteridade e que agradável é recordar momentos, ver as transformações operadas nos entes queridos.
 
De voltar para ti já livre, maduro e pronto para a sua jornada, Porque imaginas que ele seja somente a tua propriedade, Mas ele possui o seu livre arbítrio em cada ação realizada!O pai que conduz o filho a uma festinha de anos ou que o leva ao jardim para com ele jogar à bola e volvidas algumas décadas, compara alegremente as duas fotos. O menino cresceu tornou-se homem, mais alto até que o próprio pai que é agora um idoso e pela mão de seu filho é levado a passear.
 
 
Que bom, quando o filho faz essa troca e dá ao pai essa felicidade de compartilhar alguns momentos de lazer com ele.
 
Nunca se deve esquecer que chega o momento em que temos de ser um pouco pais de nossos próprios pais.
 
Em toda a tua  vida terrena, muita paz e compreensão,Chorar de tristeza machuca o Ser Humano! Principalmente, quando para cumprir uma missão, há que deixar a família e seguir sem a certeza de regressar. É por isso que quando o militar cumpre sua missão e regressa são e salvo, abraça a esposa, a namorada ou a irmã e sente essa alegria que é compartilhada e manifestada pelo choro.
 
Como é bom chorar de alegria!
 
Vale a pena sacrificar, cumprir seus deveres e poder sentir que cumpriu sua missão. O Homem precisa crescer pelas suas próprias ações!
 
Quatro olhos, dois olhares, duas formas diferentes de captar o que os cerca. O Homem já adulto, com responsabilidades para consigo e para com aqueles que de si dependem.
 
E que o amor verdadeiro sem interesses e sem ilusãoOlhar que se perde no Horizonte, possivelmente absorto na contemplação de algo imaginário, dando descanso à mente, após o cumprimento de sua missão, possivelmente, árdua, difícil.
 
Quem sabe os perigos pelos quais passou, as incertezas que o assaltaram, as faltas que de tanta coisa sentiu!...
 
Porém, parece-nos calmo, talvez pela felicidade de ter acolhido, em seus robustos braços, a criança que tanto significará para ele. Filho? Sobrinho? Quem sabe? Talvez até um afilhado ou o filho de um grande amigo ou até, talvez, uma criança que passava e dele se acercou.
 
Toda a criança precisa de um afago, necessita para crescer bem, tanto física como espiritualmente, de sentir-se amada, protegida, apoiada e defendida contra tudo e todos que a possam ameaçar, sufocar, interromper seu bem estar na bela idade da inocência.
 
O Homem, na sua maioria, não consegue viver sozinho. Ele precisa sentir outra vida pulsando junto a si, ter com quem compartilhar afetos, ideias, sentimentos.
 
Quantas vezes para colmatar a falta de uma companhia, ele arranja um animalzinho doméstico que lhe preencha um pouco o lugar que se encontra vago.
 
É assim que encontramos o Animal Racional, o Homem, trocando olhares com um simples animal irracional.
 
Parece até que conferenciam entre eles. Muitas vezes o animal doméstico tem procedimentos para com seus donos que dão lições ao próprio Homem.
 
Achamos até que deverão servir de exemplo a criaturas que desprezam os seus iguais, os seus irmãos em essência.
 
Vemos agora um cão, o fiel amigo do Homem.
 
São tantas as provas de fidelidade que se conhecem, que o povo quando quer fazer menção a uma pessoa que seja de uma fidelidade muito acentuada diz: “Fulano tem uma fidelidade canina”.
 
Realmente, os nossos amigos de quatro patas, são maravilhosos.
 
Quantas vezes os donos partem de viagem e eles sentem que dessa vez foi diferente, ficam cabisbaixos e nem comer querem.
 
Esperam o regresso de seus donos dias seguidos e só quando regressam, eles vão matar a fome.
 
Como saltam alegres e latem felizes correndo de um lado para o outro.
 
Há relatos que nos dão conta de como alguns cães têm acompanhado seus donos nos seus funerais e ficam junto às campas até que alguém os tire de lá, caso contrário acabam por perder a própria vida.
 
É de ressaltar o grande serviço que eles prestam a invisuais, acompanhando-os para todos os lados e salvando-os mesmo de muitos acidentes.
 
Dois bébés que se olham e esperam, talvez, por um gesto ou um carinho.
 
Quando não há maldade, o perigo é menor, podem nem saber falar, mas a troca de olhares chega para os aproximar.
 
Nasce a confiança entre eles, naquele momento de plena liberdade, como se um vigie o outro para que nada lhes aconteça.
 
Como é possível que existam criaturas capazes de fazerem mal a uma criança!

Basta olhar para nos enternecermos!
 
Está espelhado em seu rosto seu interesse pelo “bichinho”. Naquele momento, nada mais existe para ela.
 
Há um perfeito entrelaçamento, entre aquele Ser despertando para a vida e a natureza que o envolve.
 
 
Vendo ele como um irmão em busca da sua evolução espiritual!O Homem pode não falar, não ver, nem sequer ter a noção exata de onde está e como está, mas ao sentir o afago do cão, certamente se sentirá mais forte e capaz de enfrentar os obstáculos que o rodeiam.
 
O cão lhe dará a confiança de que ele necessita, sem nada exigir em troca. E assim nascerá, certamente, uma verdadeira e desinteressada amizade.
 
Aprendamos estas pequenas lições e ficaremos mais habilitados a enfrentar as vicissitudes da vida.
 
Sempre ganharás o que  deixaste antes da derradeira partida,O avô que chega ao fim da vida e parece que se quer apegar a ela, através daquele bébé que tanto pode ser seu neto, bisneto ou até trineto.
 
Parece que nesses momentos já nada mais importa, a não ser levar como última lembrança o rosto do bébé que sofregamente olha.
 
É para ele, no fim da encarnação, como uma réstea de esperança agarrando-o à vida. Muitas vezes desconhece, em absoluto, que jamais será um adeus definitivo, pois as encarnações se sucedem, até quando não mais tiver de encarnar.

A vida não acaba, apenas se transforma. Que todos se consciencializem desta realidade, que são “Seres” em evolução permanente, é o que de melhor podemos desejar a TODOS.

ENCONTROS DA VIDA
Por Aida Luz